Gestão pública: quais são as principais opções de formação profissional hoje?

Os cursos em gestão pública no Brasil não param de crescer e se multiplicar. A preocupação em qualificar os profissionais que trabalham nas administrações públicas se alastrou para escolas, universidades e organizações sociais sem fins lucrativos, entre outras instituições. Em uma pesquisa rápida no Guia do Estudante, é possível encontrar 87 cursos de graduação presenciais – sendo 20 em universidades públicas –, 40 de ensino a distância e 197 pós-graduações, presenciais e à distância. Cursos livres, mais flexíveis, não entram na conta.

A maioria das graduações oferecidas na área são tecnológicas (formato com menor duração e maior foco na prática), mas universidades como UFMG, UFOPA, UFPB e UFRJ também ofertam bacharelados tradicionais. Nas duas possibilidades, os estudantes passam necessariamente por temas de administração, direito, ciência política e social, gestão, finanças e licitações.

Em paralelo à oferta acadêmica, há formatos mais breves e customizáveis. A Escola de Políticas Públicas, o braço educacional da Agenda Pública, já formou mais de 5 mil pessoas em 300 municípios em cursos livres e segmentados na área da gestão pública. É uma alternativa à abordagem tradicionalmente conteudista da área.

“Construímos formações mais conectadas com o dia a dia do gestor, que permitem que problemas sejam solucionados de forma intersetorial”, afirma Sergio Andrade, diretor-executivo da Agenda Pública. Por meio de programas como o Open Master e o Desafio Universitário, a EPP estimula a preparação para desafios reais, com atividades “mão na massa”.

Com base na metodologia de educação em movimento, esses cursos procuram desenvolver gestores capazes de resolver problemas complexos. Além de habilidades técnicas, são desenvolvidas também capacidades sócio-emocionais  de comunicação, trabalho em equipe, resolução de conflitos e liderança.

Por Fábio Nassif