Agenda Pública participa da última edição da Revista Página 22 sobre Governança Territorial

A última edição da revista Página 22: Governança Territorial ressalta a importância de olhar para as particularidades dos territórios e aprofundar o conhecimento sobre eles para implementar políticas públicas mais eficientes.

No cenário político atual, os governos têm dificuldade em serem efetivos na resolução de problemas complexos, devido às especificidades de cada território. Diante dessa conjuntura, a sociedade se mobiliza e reorganiza-se em arranjos institucionais no que é chamado de governança territorial.

“A ideia de governança territorial hoje é a de um espaço mais amplo de articulação de diferentes atores da sociedade para definir coisas públicas”, define o pesquisador do Centro de Estudos de Administração Pública e Governo (CEAPG) e professor do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fernando Burgos, em entrevista para a reportagem “Democracia em essência”, publicada na revista Página 22.

Além da participação do setor privado, o Terceiro Setor e a sociedade civil também entram em jogo para participar das decisões públicas. Desta forma, a governança passa a significar um Estado disposto a incluir diversas pessoas, que participam dos processos decisórios e também da implementação das políticas públicas.

Segundo o diretor executivo da Agenda Pública, Sergio Andrade, uma das tarefas da organização é justamente facilitar essa trajetória, construindo uma visão de liderança para que o grupo constituído em torno de um problema consiga vencer as resistências burocráticas que encontrarão. Por exemplo, se há um projeto de uma estrada cruzar um município, ou um bairro, não é tão difícil identificar os impactos que serão gerados, quem serão os ganhadores e os perdedores. “E é muito mais fácil engajar as pessoas com algo que está mais perto do mundo delas. As pessoas vivem ali e sabem quais são seus problemas”, explica.

“Se há uma visão de liderança, um caminho construído por vários atores e um ponto de chegada, será mais fácil implementar políticas ou mudanças”, afirma Sergio que continua: “Quanto mais próximo um determinado problema está da esfera municipal, melhor para trabalhar a governança territorial. Há mais proximidade nas relações, além de as questões serem mais concretas”.

Segundo Sergio, o trabalho de governança que é construído na Agenda Pública é fruto de “experiências desenvolvidas em conjunto com os nossos parceiros em todo país, entre eles: Fundação Vale, Instituto Votorantim, Fundação Bunge, Instituto Lina Galvani, Instituto Yamana. Todas são atuações em diferentes formatos, como: desenvolvimento econômico, melhoria da gestão pública, fortalecimento dos serviços e da prestação de serviços, que são estratégias de desenvolvimento e do fortalecimento da governança no território que são conduzidos pela Agenda Pública e pelos nossos parceiros de norte a sul do país”.

Nesta edição da revista vemos exemplos disso na reportagem “Democracia em essência”, onde fica claro a importância de realizar trabalhos nos municípios que estejam consonantes com as suas especificidades, popularizando a governança nos territórios de maneira que possa unir a população, governos e o terceiro setor para viabilizar serviços públicos de qualidade. Na reportagem “Jogando junto” vemos que para fazer as políticas públicas darem o salto de qualidade que todos esperam, será preciso tornar mais porosos os limites entre o governo e os cidadãos. É aí que entra em prática a ideia de governança.

Leia aqui a edição sobre governança territorial da revista Página 22 aqui.

Por Lais Cruz