Agenda Pública integra a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura

Reunir as principais organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes de peso do meio acadêmico ao mesmo tempo entidades que lideram o agronegócio no Brasil, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras, para tratar das questões decorrentes das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia, baseada na baixa emissão de gases do efeito estufa (GEE). Essa é a proposta de um grupo bastante inovador: a Coalizão Brasil Clima, Flores e Agricultura.

O movimento se baseia em propostas voltadas à redução das emissões de GEE e à economia de baixo carbono. Organizadas com base em estudos científicos, conhecimento prático e tecnologias disponíveis no país, as propostas envolvem o fim do desmatamento e da exploração ilegal de madeira, a recuperação de áreas degradadas, o ordenamento fundiário, a proteção social de comunidades, assim como o estímulo à produção sustentável de alimentos, produtos da floresta e bioenergia.

A Agenda Pública, organização da sociedade civil, que trabalha para aprimorar a gestão pública, a governança democrática e estimular a participação social em todo o território brasileiro, integrou recentemente a Coalizão com o intuito de colaborar com esse debate e contribuir na sinergia entre essas agendas, pensando soluções para problemas complexos que exigem um entendimento multissetorial e multidisciplinar.

Muitos dos municípios brasileiros atendidos pela Agenda Pública se deparam com o imenso desafio de como o poder público municipal deve endereçar essas transformações, e de como a participação da sociedade civil se faz necessária. Na Coalizão, a Agenda é umas das organizações que podem aportar conhecimento empírico sobre esses temas em nível local.

O Diretor-Executivo da Agenda Pública, Sergio Andrade, destaca que muitos munícios brasileiros estão intimamente ligados a agricultura, a pecuária e ao extrativismo e por isso “é muito importante refletir estrategicamente sobre o modelo de desenvolvimento econômico, dialogando com atores relevantes do agronegócio, e da indústria, e especialmente, tendo em vista os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU”.

A Coalizão, na prática, reivindica políticas e incentivos econômicos que aproveitem as vantagens comparativas do Brasil e posicionem o país como protagonista global de um novo modelo de desenvolvimento, mais bem-sucedido, equitativo e sustentável, e que gere emprego e renda. Portanto, é preciso destacar que a agricultura, pecuária e economia de base florestal competitivas, pujantes e sustentáveis são compatíveis com a proteção, manejo, restauração e plantio de florestas, com a proteção dos recursos hídricos, conservação de ecossistemas e dos serviços ambientais e uma contribuição capital para neutralizar as emissões de GEE do Brasil.

Por Augusto Patrini